sexta-feira, 9 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

EVENTO DO CURSO TÉCNICO DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA

No dia 18 de Setembro, as alunas do Curso Técnico em Nutrição e Dietética – turma III, da Escola Técnica DAMA realizaram atividade para a disciplina de Educação Alimentar, da professora Laura Aparecida Gonçalves, desenvolvendo pratos deliciosos, nutritivos e saudáveis, no evento denominado “1º Mini Café Colonial Sabores do Sul”. As alunas resgataram a história do café colonial, tradição da cultura e cozinha alemã. Entre as variedades de pratos, estavam preparações desenvolvidas especialmente para celíacos e diabéticos.
O evento foi muito apreciado por alunos e professores, tornando-se um grande sucesso.

domingo, 9 de agosto de 2009

DELICIOSA E DIVERTIDA SALADA DE FRUTAS


RECEITÃO DE PÃO

Pão com ômega 3
O ômega-3 é um lipídio (gordura) essencial ao nosso organismo, sendo constituinte das membranas celulares, participando na formação de hormônios, fortalecendo o sistema imunológico, e proporcionando adequado funcionamento das transmissões nervosas. Porém, o consumo por parte da maioria das pessoas constuma ser inferior ao recomendado, por isto, agregá-lo à receitas comuns é uma boa idéia afim de melhorar o aporte deste nutriente. Veja uma dica de pão com ômega-3:1 ovo1 pote de iogurte natural desnatado10g de fermento biológico10 cápsulas de 1g de Ômega 3 (compre uma boa marca que contenha também vitamina E)300g de farinha de trigo especial200g de farinha de trigo integral1 colher de chá de manjericão1 colher de chá de orégano1 colher de chá de alecrim1 pitada de sal
Bata no liquidificador os 4 primeiros ingredientes. Passe para uma vasilha e coloque o trigo, o fermento, o sal e as ervas. Unte uma assadeira média e coloque a massa. Deixe crescer até que dobre de volume. Leve ao forno para assar no forno pré-aquecido em temperatura baixa por 35 minutos ou até que doure levemente.

Suco contra TPM

suco contra TPM.

2 folhas de couve manteiga
2 fatias de abacaxi ou maracujá
1 limão (espremido)
Hortelã (à gosto)
½ banana
2 colheres de chá de semente de linhaça
2 castanhas do Pará ou nozes
Água para diluir
Se quiser adoçar coloque ½ colher de sobremesa de mel
INGERIR 1 copo deste suco por dia durante a TPM, pode ajudar muito.

ALIMENTOS ZINCO

Zinco: sua imunidade agradece!O zinco é um micronutriente presente em alguns alimentos e colabora para a dimunuição de resfriados, gripes e outras doenças tão comuns do inverno. Além disto, o zinco colabora com funções importantes no nosso organismo como reprodução, participa de algumas reações químicas, entre outras funções. É importante, então, consumir algumas fontes deste mineral todos os dias. Quer saber quais são eles? Então aí vai: carnes, sendo que as vermelha tem maior quantidade, cereais integrais, oleaginosas (castanha do pará, castanha do caju, nozes, amendôas), sementes, leguminosas (feijão, grão de bico, ervilha) são alimentos ricos em zinco e importantíssimos para a nossa alimentação. Consuma com moderação alimentos ricos em zinco pois eles são bastante calóricos.

Zinco e sistema imunológico

O zinco é um mineral que ajuda a controlar a imunidade do organismo como a produção de anticorpos e células T, que combatem infecções.Segundo Dr. Novera H. Spector, cientista do Instituto Nacional de Saúde, o zinco pode rejuvenescer o sistema imunológico.Com o avançar da idade, uma pequena glândula do nosso corpo, chamada timo, perde gradativamente sua capacidade de reger o funcionamento do sistema imunológico. O timo secreta a timolina, um hormônio que estimula a produção de células. A diminuição do timo começa após a puberdade e, geralmente, aos 60 anos, seu tamanho e função estão muito reduzidos.Nessa situação, as células do sistema imunológico, tornam-se incapazes de detectar microrganismos invasores, deixando nosso organismo mais propenso a infecções. Esta é uma das razões para que a taxa de mortalidade decorrente da gripe aos 70 anos seja 35 vezes mais alta que aos 10 anos.Pesquisadores franceses deram a um grupo de idosos, com idades de 73 a 106 anos, 20 miligramas diárias de zinco. Todos tinham deficiência do mineral e, após alguns meses, observou-se o aumento no número de células, que cresceu em até 50% em quase todo o grupo. Portanto, comer alimentos como a carne assada,sementes de abóbora,fígado de boi, carne de peru e ostra, ricos em zinco, ajudam a prolongar a vida com mais saúde.

VÍDEO

http://www.youtube.com/watch?v=SkpM5S7J94o&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Ebancodesaude%2Ecom%2Ebr%2F&feature=player_embedded

SUCO DE BETERABA

Suco de beterraba ajuda no desempenho de atletas
Segundo pesquisadores britânicos a beterraba pode ajudar a aumentar o desempenho de atletas.
Estudo realizado na Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, mostra que suco de beterraba pode ajudar a aumentar a resistência física e permite que atletas se exercitem por um tempo até 16% maior.
Segundo a pesquisa, o nitrato da beterraba ajuda a reduzir o consumo de oxigênio, fazendo com que os atletas demorem mais para chegar à exaustão.
Essa descoberta pode beneficiar pessoas com problemas cardiovasculares e respiratórios, alem de atletas de esportes de alta resistência.
Não se sabe ainda como o nitrato só suco ajuda a aumentar a disposição física, mas os pesquisadores suspeitam que essa substância seja transformada em óxido nítrico no corpo, reduzindo a quantidade de oxigênio consumida durante o exercício.
Os resultados desta pesquisa maravilharam alguns, mas alguns pesquisadores acham que mais analises devem ser feitas para se saber mais precisamente os benefícios da beterraba.
Fonte:
Universidade de Exeter

ALIMENTAÇÃO

Cuide da alimentação consumindo alimentos nutritivos, fontes de vitaminas, minerais e outras substâncias antioxidantes. Fontes importantíssimas são as frutas, verduras, castanhas e cereais integrais.
- Mantenha seu intestino funcionando. Este grande órgão deve estar íntegro para que desempenhe suas funções protetoras, seletivas e imunológicas. Os alimentos citados anteriormente também são importantes aqui, principalmente por serem fontes de fibras. Suplementos ou iogurtes que contenham probióticos (aquelas bactérias boas) também são grandes aliados na manutenção de um trato digestório sadio. Não se esqueça também de se hidratar. Esta medida simples é uma das mais importantes para o bom funcionamento de todo o corpo.
- Evite praticar exercício físico extenuante, principalmente no sol. A moderação é a chave já que em condições extremas (e aqui também está incluído o estresse psicológico), a produção de cortisol é aumentada. Este hormônio tão importante, quando em excesso reduz a produção do muco que protege a parede do estômago, reduz a adesão dos probióticos protetores à mucosa, reduz a irrigação sanguínea da mucosa (deixando-a com menos oxigênio e nutrientes), diminui a defesa natural contra os agressores externos e aumenta a ocorrência de infecções intestinais.
- Lavar bem as mãos, principalmente antes de comer

aLIMENTOS QUE FORTALECEM O SISTEMA IMUNOLÓGICO

Segundo Sylvana, os alimentos que fortalecem o sistema imunológico são os seguintes:
- Iogurte: pode estimular a produção de anticorpos e de interferon gama. Os lactobacilos do iogurte podem também combater as células cancerosas. Dose: 180g/dia.
- Shitake: o lentinana do shitake aumenta a imunidade, estimula os macrófagos e linfócitos. Além disso, aumentam a produção de interleucina 1, substância que combate tumores. Dose: 100g/dia.
- Alho: pode estimular a resposta imunológica, estimula os macrófagos. É agente modificador da resposta imunológica. Dose: dois dentes por dia.
- Zinco: rejuvenesce o sistema imunológico e é encontrado nas ostras. O zinco faz com que o timo, que desempenha papel importante em nossas defesas, seja estimulado a se desenvolver após a atrofia natural da meia idade. Dose: 80g de ostras por dia
- Cenoura: o betacaroteno presente na cenoura estimula células imunológicas protetoras combatentes de infecções. Dose: 60g por dia.
Se a imunidade da pessoa não estiver afetada, estes alimentos vão garantir a manutenção do sistema imunológico. Para isso, Sylvana recomenda que sejam ingeridos dois tipos dos alimentos citados (em doses normais, juntamente com as refeições), duas vezes por semana. Já se a imunidade estiver baixa ou apresentar algum tipo de irregularidade, a médica aconselha que a pessoa coma dois dos exemplos de alimentos, todos os dias.
médica ortomolecular Sylvana Braga.

ALIMENTOS E IMUNIDADE

ALHO AUMENTA A IMUNIDADE
Rico em componentes que ativam o sistema imunológico e combatem vírus, bactérias e fungos que causam infecções, o alho pode agir como coadjuvante no tratamento de resfriados, gripes e aftas, por exemplo. "Além disso, graças aos compostos fitoquímicos (alicina e ajoeno), o alimento ajuda a baixar os níveis de açúcar no sangue e tem ação antioxidante importante no controle do câncer", afirma o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. Seus compostos ainda inibem a produção do mau colesterol e impedem a arteriosclerose - o espessamento da parede das artérias causado pelo depósito de gorduras. Para colher os benefícios, o médico sugere a ingestão diária de 600 a 900 miligramas de alho cru amassado (um dente grande ou dois pequenos).

Prevenção e Imunidade

Evite lugares sem ventilação, onde as pessoas tossem, espirram, ou falam muito perto umas das outras;

Lave as mãos com freqüência. A principal forma de transmissão do resfriado é pelo contato. A infecção ocorre quando alguém toca um lugar atingido pelo espirro de um doente, ou aperta a mão dessa pessoa, e encosta no seu nariz ou olhos;

Não fique muito tempo sem comer. Isso aumenta a produção de cortisona no organismo, o que o torna mais suscetível a doenças;

Beba bastante líquido. As mucosas, barreiras naturais do corpo, são formadas por água. Quando ressecadas, a proteção perde a eficácia;
Evite dietas agressivas. A perda rápida de peso é prejudicial ao sistema imune;
Durma bem. A redução em até três horas no que se costuma dormir derruba a imunidade.


Alimentação e imunidade
“O funcionamento adequado do sistema imunológico depende da boa nutrição, caso contrário, o corpo não produz número suficiente de células de defesa”, conta Mauro Vaisberg, coordenador do grupo de Imunologia do Exercício da Unifesp. Prova disso, completa ele, é que as infecções são a principal causa de morte para pessoas desnutridas.

Pesquisas comprovam que praticar exercícios moderados e constantes estimula a proteção natural do corpo e reduz a incidência de resfriados e outras infecções. Contudo, exercícios muito intensos provocam o contrário: enfraquecem a capacidade imunológica do atleta. O corpo reage a abusos consumindo o aminoácido glutamina (encontrado em carnes e verduras, mas também criado pelo músculo esquelético, pulmão e parede do sistema gastro-intestinal) e produzindo excesso de hormônios como adrenalina, cortisol e hormônios do crescimento, o que provoca uma série de alterações no funcionamento do corpo, especialmente no sistema de defesa. Resultado: a janela de imunossupressão. Esportistas com sistema imunológico debilitado estão predispostos, principalmente, a infecções de vírus nas vias respiratórias (nariz, garganta, faringe, laringe, brônquios e pulmões).

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CEREAIS DIMINUEM RISCOS DE ATAQUES CARDÍACOS

Relatórios em todo mundo apontam que uma dieta saudável pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares, porém poucos estudos são feitos com grande número de pessoas. Este mês, entretanto, foi divulgada uma nova pesquisa realizada ns EUA com 14.000 pessoas, que foram acompanhadas durante 13 anos. O estudo mostrou que os indivíduos com maior consumo de grãos integrais tinham um menor risco de infartarem, enquanto indivíduos com maiores consumos de ovos e gorduras tinham um maior risco. Estes achados não são novidade mais reforçam o fato de que devemos diminuir o consumo de cereais refinados e gorduras em geral e aumentar o consumo dos alimentos integrais (ricos em fibras e minerais).
Para saber mais: Jennifer A. Nettleton; Lyn M. Steffen; Laura R. Loehr; Wayne D. Rosamond; and Aaron R. Folsom. "Incident heart failure is associated with lower whole grain intake and greater high-fat dairy and egg intake in the Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC) study". Journal of the American Dietetic Association, Volume

domingo, 28 de junho de 2009

CONTROLE DE PESO E FIBRAS


A preocupação com o peso adequado leva uma grande parte da população fazer opções de consumo de alimentos considerados saudáveis. O papel da fibra na dieta é conhecido há muito tempo, sendo considerado um fator fundamental para o bom funcionamento intestinal e está presente em muitos alimentos que contém baixa quantidade calórica, assim como hortaliças e frutas. Mas qual é a relação entre o consumo de fibras e o controle de peso?
Estudo recente obteve como objetivo descrever o efeito do consumo de fibra insolúvel sobre alguns parâmetros metabólicos, sobre o peso, apetite a consumo alimentar de pessoas saudáveis. Os resultados evidenciaram que o consumo de cerca de 40 gramas de fibra insolúvel reduziu o consumo alimentar por cerca de duas horas, na população em estudo.
Outra pesquisa visou determinar a influência do consumo de fibras no risco de ganho de peso e da composição da gordura corpórea ao longo do tempo. O trabalhou visou ainda verificar a influência da idade, ingestão calórica, atividade física dos pacientes em estudo, com o objetivo de controlar fatores que poderiam confundir os resultados. De acordo com os resultados, o aumento no consumo de fibras reduziu de forma significativa o risco de ganho de peso e de gordura corpórea em mulheres, independente dos fatores que poderiam gerar confusão. O estudo evidencia ainda que o consumo de fibra parece influenciar na diminuição da ingestão energética ao longo do tempo.
Os estudos demonstram outros benefícios do consumo de fibras, além dos que já são conhecidos. Sendo assim, os alimentos crus como hortaliças e frutas devem fazer parte de uma alimentação adequada e balanceada, fornecendo diversos benefícios á saúde.
Fontes:
Freeland KR; Anderson GH; Wolever TM. Acute effects of dietary fibre and glycaemic carbohydrate on appetite and food intake in healthy males. Appetite; 52(1): 58
-64, 2009 Feb.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

GENGIBRE CONTROLA NÁUSEAS EM PACIENTES EM TRATAMENTO QUIMIOTERAPICO

O gengibre é uma planta originada da Ásia, que se espalhou pelo mundo devido tanto ao seu sabor picante ao forte quanto às suas propriedades medicinais. Por conter canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona, o gengibre tem sido utilizado pela medicina popular para o tratamento da inflamação, para o alívio da dor, e também das náuseas e vômitos, principalmente entre gestantes. Agora uma nova pesquisa realizada com pacientes com câncer, mostrou que o uso do gengibre foi capaz de reduzir as náuseas após a quimioterapia, em 40% da amostra. O tratamento quimioterápico é altamente agressivo e usualmente é acompanhado de diferentes efeitos colaterais (náuseas, vômitos, mal estar, imunossupressão e até infertilidade). As náuseas são muito comuns - até 70% dos pacientes relatam este sintoma - e de difícil controle, por isto estudos com medicamentos ou suplementos que as aliviem são muito benvindos. Os pesquisadores do centro médico da Universidade de Rochester, nos EUA, incluíram no estudo 644 pacientes em tratamento quimioterápico. O gengibre foi utilizado na forma de suplementos. Os compostos ativos do gengibre são absorvidos facilmente e demonstram ainda ação antiinflamatória, o que é altamente benéfico neste grupo de pacientes.

ALIMENTAÇÃO E CANSAÇO

As demandas da vida atual e as poucas horas de sono fazem com que mais e mais clientes relatem sentirem-se fatigados. Definir os níveis de energia de cada um é algo bem subjetivo porém questionários bem construídos, que levem em consideração o estilo de vida, a história de saúde e inquéritos alimentares dão aos nutricionistas dicas que apontam às possíveis causas das queixas. Os principais fatores desencadeantes da fadiga são o sedentarismo, o estresse, a má alimentação e a falta de sono. Porém, doenças como fibromialgia, depressão, infecções, câncer, problemas cardiovasculares ou renais, anemia e desordens hormonais também podem ter como sintoma o cansaço.
No caso da alimentação, a deficiência de alguns nutrientes está relacionada com a fadiga, incluindo ômega-3, ferro, vitamina D, vitaminas do complexo B, zinco e magnésio. Antioxidantes e ômega-3, por exemplo parecem melhorar a memória e o humor, fazendo com que as pessoas também passem a relatar sentirem-se mais energizados. Aliás, estudos tem demonstrado que pessoas mais bem humoradas sentem-se melhor e menos cansadas. Trabalhe então esta característica em você, ande com pessoas de alto astral, faça atividades físicas afim de estimular a produção de endorfinas e coma bem. Alimentos importantes incluem frutas, verduras, leguminosas (como feijão e soja) e cereais integrais - todos ricos em antioxidantes.
Outras estratégias nutricionais importantes:
- Não passe fome! Dietas com poucas calorias diminuem o metabolismo e passamos a nos sentir mais lentos.
- Tome seu café da manhã: este hábito é importantíssimo. Após o jejum noturno nosso corpo está havido por nutrientes, principalmente os antioxidantes. Coma frutas, tome sucos batidos com hortaliças, abasteça-se com cereais integrais (pão, aveia, quinua) e mantenha seu metabolismo em alta e pronto para mais um dia.
- Não coma demais: comer pouco não é bom, porém comer demais desvia uma enorme quantidade de energia para a digestão e absorção dos alimentos. Além disso, quando comemos além da conta a produção de insulina é muito aumentada, o que pode gerar uma hipoglicemia e sensações de fraqueza e sonolência.
- Cuidado com as bebidas alcoólicas. O álcool atrapalha o sono e piora a fadiga, já que cobra do corpo uma quantidade de energia para desintoxicá-lo.
- Coma regularmente. Fazer lanchinhos leves entre as refeições principais mantém os níveis de energia em alta. Exemplos incluem castanhas e frutas secas, iogurte com cereal, frutas com quinua ou aveia, sanduíches naturais, sucos antioxidantes e energéticos.
Sugestões de sucos: folhas de capim santo picadas, mel e frutas (pode ser limão, kiwi, morango, laranja, abacaxi);mamão, laranja, caqui e tâmaras;maçã, beterraba, laranja, linhaça;uva, beterraba e guaraná;cenoura, couve, salsinha e maçã;cenoura, gengibre, pepino, couve e laranja.

ÁLCOOL E CÂNCER DO INTESTINO

Novo estudo, que revisou mais de 100 artigos científicos, mostrou que o ambiente é realmente determinante na saúde. De acordo com a principal pesquisadora, Dra. Rachel Huxley (Instituto George), o consumo de álcool (>7 drinques/semana) aumenta o risco de câncer de intestino em 60%. Tabagismo, obesidade e diabetes também estão associados com um aumento em 20% - o mesmo percentual ligado ao alto consumo de carnes processadas (presunto, linguiça, salsicha...) e carne vermelha. De positivo, a mesma pesquisa mostrou que a prática de atividade física e o consumo adequado de frutas e hortaliças diminuem o risco da doença. Todos estes achados mostram que um estilo de vida saudável é capaz de prevenir o câncer de cólon. Outros estudos já demonstraram também que estas mesmas escolhas saudáveis previnem doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e outros tipos de câncer.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

REFRIGERANTES E DIABETES

Uma pesquisa recente, cujos resultados foram apresentados no 234º encontro da sociedade americana de química, encontrou forte evidência de que refrigerantes adoçadas com xarope de milho rico em frutose, podem contribuir para o desenvolvimento de diabetes e obesidade, principalmente em crianças.
O xarope de milho rico em frutose é o adoçante de escolha de muitas indústrias já que é bastante doce, barato e se mistura facilmente à bebidas.No estudo, o
Dr. Chi-Tang Ho, da Universidade Rutgers, nos EUA, demonstrou que o xarope é rico em compostos reativos que não estão presentes no açúcar comum. Estes compostos reativos (Reactive carbonyls) também são encontrados em altas quantidades no sangue de indivíduos com diabetes e estão ligados às complicações da doença. Baseado nos dados da pesquisa, Ho estimou que uma única lata de refrigerante contém 5 vezes mais carbonils reativos do que a concentração sanguínea de um adulto com diabetes.O grupo de pesquisadores associados à Ho está agora pesquisando mecanismos através dos quais componentes de chás podem neutralizar os carbonils reativos.

CRIANÇAS E ALIMENTAÇÃO

Dicas para manter sua família com um peso saudável. Se os seus filhos não são gordinhos deixe que sigam a sabedoria natural do corpo e nunca force-os a comer quando não estão com fome. A comida deve ser fonte de nutrientes, utilizada para saciar a fome e não outras necessidades como tristeza, alegria, estresse etc.
1. Seja um exemplo positivo
Você é daqueles que só comem arroz, feijão, bife e batata frita? Então está na hora de procurar um nutricionista pois será impossível resolver o problema de seus filhos se você mesmo não se alimenta direito.
2. Jogue as dietas fora
Colocar todos na casa para passar fome não vai adiantar já que ninguém consegue viver assim por muito tempo. O importante é seguir um plano alimentar com alimentos saudáveis, para que seus filhos possam crescer e se desenvolver adequadamente. Moderação sempre é o mais importante. Coma pouco de tudo e tenha um ambiente alimentar saudável e feliz. Lembre-se: é melhor comer um pedacinho de chocolate hoje do que passar vontade e acabar engolindo de uma vez uma caixa inteira no dia seguinte!
3. Desligue a TV
Crianças precisa brincar, gastar energia, ter espaço para serem criativas. Além disso, a TV estimula o consumismo e veicula muitos comerciais com alimentos não saudáveis. Há! E quem come em frente à TV e ao computador acaba comendo mais e não ficando satisfeito. Já teve a experiência de devorar um pacote de bolachas sem nem perceber?
4. Não use o alimento como recompensa ou punição. Se toda vez que seu filho fizer algo fora dos padrões você o deixar sem sobremesa ou o obrigar a comer os vegetais, o mesmo sempre fará um vínculo entre alimentação e encrenca com os pais. Além disso, trazer chocolates ou sorvete porque seus filhos tiraram notas altas ou estão doentes irá criar um padrão de comilança desnecessária. E eles associarão para o resto da vida prazer, alegria, tristeza, frustrações ou outras emoções com comida. Criança precisa é de carinho, bons exemplos e conversas que os ajudem a ser seres humanos melhores a cada dia.
5. Controle a agitação
Seus filhos não param quietos? Nada de pausa para o lanche. Saia com eles para correr, brincar, nadar, pedalar. Gastar a energia é fundamental. Se for alimentá-los quando já estão cheios de energia aí é que a coisa vai ficar feia...
6. Coma (na mesa) com seus filhos
Com a correria do dia-a-dia é comum que cada membro da família coma em um horário. Porém faça uma forcinha para fazer pelo menos uma refeição ao dia com seus filhos. Estudos mostram que sentar à mesa diminui o ganho de peso, traz mais felicidade e melhora o rendimento escolar. Crianças gostam de proximidade. Aproveite este momento para conversar sobre a importância da alimentação e dos nutrientes. E nunca desista das verduras. Disponibilize uma boa variedade todos os dias da semana. E explique que todos devem comer (nem que seja um só). Eles aprenderão a escolher e experimentar. Muitas crianças precisam de mais de 12 exposições a um alimento para se acostumar a um sabor. Então mãos a obra: faça cenoura ralada, cozida, em forma de purê, suflê e vá repetindo variando com os outros vegetais.... pra sempre!
7. Não proíba
Doces fazem parte da infância, se você não oferecer alguém vai: avós, tios, colegas, não importa. Trate isto como algo natural. Obviamente não se deve começar a ingerir açúcar cedo: o ideal é deixar para depois dos 2 anos de idade mas após esta fase mostre sempre que pequenas quantidades são bemvindas. O ideal é não ter doces em casa ou as crianças irão buscá-lo a todo momento. Em vez de encher a despensa e o congelador saia de vez em quando e tome um picolé ou sorvete. Eles aprenderão a apreciar as guloseimas com moderação e ficarão felizes em compartilhar mais uma coisa gostosa com você.
8. Ensine seus filhos a ouvir seus corpos
Deu dor de barriga? Algo não caiu bem. Muitas pessoas tem intolerâncias que podem ser a leite, castanhas, gordura, frutas cítricas, frutos do mar e a uma variedade de outros alimentos. É importante respeitar o corpo e ninguém melhor para saber o que está acontecendo do que a própria pessoa. Também não disponibilize alimento a todo momento. É importante a criança saber quando está com fome e quando não está.
9. Estimule a prática de atividade física
Aqui o exemplo também é fundamental. A atividade física é importante para todos e deve ser feita com regularidade. Encontre um esporte ou atividade que agrade a cada membro da família. O prazer aqui é muito importante.
10. Ame-os incondicionalmente
Não importa se seu filho está gordinho ou magrinho. Eles são pessoas únicas e se forem cuidados e amados crescerão e se tornarão adultos incríveis. Mais importante do que a forma física é a saúde. O peso é importante neste contexto mas também não adianta nada ter um filho magrinho e todo cheio de neuras e complexos.

ALIMENTAÇÃO E EMAGRECIMENTO

Se quiser cortar calorias sem se sentir faminto, tente ingerir uma maçã, uma salada de folhas ou uma sopinha bem leve antes das refeições. Estas são formas de perder peso comprovadas por pesquisadores da Universidade da Pennsylvania. De acordo com seus estudos:- Pessoas que consomem maçã 15 minutos antes das refeições ingerem em média 187 calorias a menos na refeição.- Homens e mulheres que ingerem 1 xícara ou 2 de sopa de vegetais antes das refeições consomem 134 calorias a menos na refeição principal já incluindo as calorias da sopa.- Mulheres que consomem uma grande salada de folhas (cerca de 3 xícaras) antes do almoço consomem 12% a menos de calorias na refeição.
A dica é que esta entrada não contenha mais que 100 a 150 calorias mas que ocupe um espaço no estômago. Assim você comerá menos arroz, massas, feijão e carne e não sentirá vontade de repetir o prato principal. O que não vale é uma entrada hipercalórica como sopa de queijo ou vegetais refogados ou cheios de azeite. Os melhores vegetais são aqueles ricos em água e fibras como espinafre, abobrinha, brócolis, cenoura, pimentões, cebola e as folhas em geral. Você também pode adicionar vegetais a seu sanduíche da noite. Também não esqueça da proteína já que ela mantém o corpo saciado por mais tempo. Por isto sempre inclua uma fonte na maioria das refeições. Pode ser carne magra, frango sem pele, atum sem óleo, leite desnatado, cottage, iogurte light, feijões, soja

Dicas para não engordar

- Não tenha guloseimas em casa.
Foi ao supermercado comprar pão? Então não volte com pão, pizza, biscoito e chocolate;
- Leve suco, fruta fresca ou seca ou castanhas para o trabalho, assim não precisará recorrer à cantina na hora da fome;- Não coma se estiver entediado. Ligue para alguém ou vá dar uma volta;
- Diminua as porções de alimentos. Você comia um chocolate grande todo dia após a academia? Troque-o por um bombom pequeno, se não conseguir resistir;
- Não repita os pratos;- Mesmo nos finais de semana, coma frutas e verduras. Nunca esqueça sua salada, mesmo que esteja em um restaurante;
- No cinema, troque o saco de pipoca grande pelo pequeno e evite as versões com manteiga ou queijo;
Leve um sanduíche saudável, uma fruta ou um suco;
- Cuidado com o minibar dos hotéis. Se for ficar muitos dias, compre iogurte desnatado, frutas, sucos e até um queijo para consumir no lugar dos amendoins e chocolates;
- Consuma mais fibras. Frutas, verduras e cereais integrais (granola, pão, macarrão, arroz) melhoram o funcionamento intestinal e aumentam a sensação de saciedade;- Beba mais água. Algumas pessoas confundem os sinais de sede com os de fome.
Beba água toda vez que sentir fome e veja se ainda precisará comer algo fora do horário.

terça-feira, 17 de março de 2009

TENHA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL CUIDE DE SEU CORAÇÃO


PREVENÇÃO

Mais uma razão para você reduzir o consumo de carnes: proteínas conhecidas como fibrilas amilóides podem causar danos às células do cérebro e do pâncreas, aumentando o risco de doença de Alzheimer e diabetes tipo II. As fibrilas amilóides são encontradas nas carnes de mamíferos e de aves (principalmente no fígado) e não são destruídas mesmo quando expostas às altas temperaturas de cocção. Os animais formam as fibrilas amilóides durante o processo de abate em decorrência do estresse e da resposta inflamatória. O alimento com mais fibrilas amilóides conhecido é o patê de ganso (foie gras). Outras pesquisas vem sendo feito afim de correlacionar o consumo das fibrilas amilóides com a grave doença amiloidose.
Fonte: Michael Greger. Amyloid fibrils: potential food safety implications. Int. J. of Food Safety, Nutrition and Public Health, 2008. V. 1, n. 2, p. 103-115.

EMOÇÕES E O PESO

Pesquisadores norte-americanos mostraram - mais uma vez - que o peso não está ligado apenas aos hábitos alimentares mas também às emoções. Os resultados do estudo do Dr. Kaveh Ashrafi, do departamento de psicologia e do Centro de Diabetes da Universidade de Califórnia, foram publicados na edição de 04/06/08 da revista científica Cell Metabolism.
Níveis aumentados de serotonina causam perda de gordura e níveis diminuídos levam a ganho de gordura corpórea. Quando a serotonina está elevada comemos menos. O segredo é relaxar e comer menos.As tecnicas de relaxamento são essenciais já que quando estamos estressados produzimos hormônios que prejudicam a saúde dos neurônios. A persistência do estresse altera de tal forma a arquitetura dos circuitos neuronais que chega a modificar a própria anatomia cerebral.A ansiedade também prejudica a perda de peso pois pode depletar nutrientes importantes para a formação de neurotransmissores do prazer. Escolha bem seus alimentos pois os ricos em nutrientes podem diminuir a ansiedade e a compulsão alimentar. Opte então por alimentos mais coloridos. Varie bastante as frutas e verduras do cardápio, comprando preferencialmente os orgânicos. Alimentos como frutas vermelhas (morango, amora, melancia), brássicas (brócolis, couve-flor, couve) que ajudam na eliminação de toxinas, carboidratos integrais (ricos em minerais), fontes de triptofano (como banana verde e carnes magras), oleaginosas, ômega-3 (como peixes e linhaça), mel e alcachofra (alimentos prebióticos que melhoram a saúde do intestino aumentando a produção de serotonina).Aproveite também este esforço para mudança de hábitos e inclua atividade física em sua vida. Estes tem o poder de aumentar a liberação de endorfinas (hormônios relacionados ao prazer), porém tenha cuidado já que o excesso de exercício pode exercer efeitos contrários diminuindo os níveis de serotonina.Para saber mais:
Supriya Srinivasan, Leila Sadegh, Ida C. Elle, Anne G.L. Christensen, Nils J. Faergeman, and Kaveh Ashrafi. Serotonin Regulates C. elegans Fat and Feeding through Independent Molecular Mechanisms. Cell Metabolism, Vol 7, 533-544, 04 June 2008.

PERIGOS DA BATATA FRITA

Um novo estudo publicado na edição online de março/2009 do American Journal of Clinical Nutrition por pesquisadores poloneses confirma que a acrilamida dos alimentos fritos aumenta o risco de doenças do coração. O composto também já foi ligado por outros pesquisadores à desordens nervosas e ao câncer. Os participantes do estudo ingeriram batatas fritas diariamente por 4 semanas (com aproximadamente 157 microgramas de acrilamida). Após este período foi observado um aumento do LDL oxidado, marcadores inflamatórios e antioxidantes, que ao mesmo tempo em que ajudam na eliminação do composto, aumentam o risco cardiovascular. Você pode até protestar dizendo que não consome batata frita diariamente, porém lembre-se que bife, bolinho de bacalhau, mandioca frita, churrasco dentre outros alimentos também fornecem o indesejável componente. Apesar de a média de ingestão ficar entre 20 e 30 microgramas diários os efeitos a longo prazo são os mesmos do estudo de curto prazo com quantidades maiores. Por isto, outras pesquisas com certeza aparecerão afim de estudar o impacto da dieta habitual na saúde do coração porém continue evitando alimentos industrializados e fritos. e aumentando o consumo de frutas, verduras, cereais integrais. Há, também é essencial parar de fumar visto que o tabagismo é a principal fonte de acrilamida.
Referência: Naruszewicz et al. Chronic intake of potato chips in humans increases the production of reactive oxygen radicals by leukocytes and increases plasma C-reactive protein: a pilot study.
American Journal of Clinical Nutrition, 2009.

REFRIGERANTES E DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Você sabia que indivíduos quem ingerem uma ou mais latas de refrigerante por dia tem um risco 50% maior de desenvolver a síndrome metabólica, uma precursora das doenças cardiovasculares? O mais interessante é que não importa se o refrigerante é normal ou diet, pelo menos é o que mostra um novo estudo publicado no Journal Circulation.
A síndrome metabólica é caracterizada por uma série de agravos a saúde, como o aumento da circunferência abdominal, baixos níveis de bom colesterol (HDL-c), pressão arterial elevada dentre outros e está fortemente ligada a doenças como derrames, infartos e diabetes.
O estudo avaliou 6000 indivíduos com risco para a síndrome metabólica. Após 4 anos de acompanhamenteo, 53% dos indivíduos que ingeriram um ou mais latas de refrigerantes ao dia desenvolveram a síndrome.
A associação americana de bebidas refuta o estudo dizendo que os resultados poderiam estar associados ao consumo de qualquer alimento ou bebida calórica e que os refrigerantes light, diet ou zero não tem associação com o ganho de peso e elevação da pressão sanguínea. Os autores do estudo enfatizam que não estão sugerindo um link direto entre o consumo das bebidas e a doença cardiovascular já que o consumo de bebidas pode estar associado também a outros fatores de risco que não foram objeto deste estudo como maior consumo de frituras e alimentos hipercalóricos e sedentarismo.
A
associação americana do coração respondeu às críticas ao estudo dizendo que é importante notar que o estudo não mostra que os refrigerantes causam doenças cardiovasculares e sim que indivíduos que ingerem mais refrigerantes tiveram um risco maior de desenvolvê-las.
Estudos anteriores já haviam demonstrado que o consumo de refrigerantes elevava o risco de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. Este novo estudo mostra o mesmo resultados em adultos. Agora é esperar novas pesquisas que descubram as causas e a relação entre as bebidas e os males à saúde.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

oncologia e intestinos

Intestino Grosso ou Colorretal



O intestino grosso é uma parte do sistema digestivo que tem a função de absorver água e nutrientes. Além disso, elimina substâncias não aproveitadas pelo organismo através das fezes. É dividido em duas partes, o cólon e o reto. O cólon é a parte que se continua a partir do intestino delgado e vai até o reto, que é a parte final do intestino. As fezes formadas no intestino grosso são eliminadas pelo ânus.
O intestino grosso pode ser dividido em 5 partes: ceco, cólon direito (ou ascendente), cólon transverso (porção intermediária do intestino grosso, que cruza o abdome da direita para a esquerda, unindo o cólon direito ao esquerdo), cólon esquerdo (ou descendente), sigmóide (parte do intestino grosso que se continua a partir do cólon esquerdo até chegar ao reto) e reto, que armazena as fezes até a evacuação. Os tumores malignos são formados por células que sofreram alterações e adquiriram a capacidade de invadir as camadas do intestino ou órgãos vizinhos. Estas células também são capazes de entrar na corrente sangüínea e atingir órgãos de outros sistemas, como o fígado e pulmão, originando as metástases.O câncer é fundamentalmente uma doença genética. Ao falarmos em doença genética, não queremos dizer hereditária, e sim, doença causada por alterações nos genes. Os genes são seqüências de DNA (código genético) que determinam como a célula deve funcionar. O desenvolvimento do câncer ocorre a partir de uma seqüência de alterações nos genes que levam a transformação de uma célula normal da mucosa do intestino (camada de revestimento interno que fica em contato com alimentos e as fezes) a uma célula maligna. Para o aparecimento do câncer uma sucessão de alterações genéticas específicas ocorre resultando na transformação da célula e na perda de suas características originais. A célula transformada passa a ter um comportamento diferente das células normais. Este comportamento anormal da célula é causado por alterações da sua função e do controle de sua proliferação. Isto leva à formação de tecidos com maior potencial de proliferação, com formação de pequenos pólipos com baixo potencial de malignidade. A seguir, ocorre progressão para pólipos maiores e o subseqüentemente aparecimento de pólipos com células transformadas, porém, não invasivas, também chamados de carcinomas "in situ", que é o estágio inicial do câncer. Ocorre então progressão para tumores malignos invasivos, e maiores. Por fim, as células do tumor intestinal se desprendem, alcançam a corrente sanguínea ou linfática e atingem outros órgãos dando origem às metástases.
Fatores de risco Acredita-se que o câncer colorretal seja causado por uma associação entre fatores genéticos e ambientais. Os fatores de risco podem aumentar a chance de um indivíduo desenvolver uma doença. Os principais fatores considerados de risco para o desenvolvimento do câncer colorretal são:- Idade acima de 50 anos;- História familiar de câncer, principalmente de intestino grosso e útero (endométrio); - Dieta com alto teor de gordura e pequena quantidade de fibras; - Hábitos e estilo de vida (tabagismo, vida sedentária)- Doença intestinal inflamatória (retocolite, doença de Crohn); - História pessoal de câncer e de pólipos intestinais.
Idade Quanto maior a idade, maior o risco de desenvolver câncer. Isto ocorre porque as alterações genéticas que ocorrem nas células acumulam-se ao longo do tempo, e com isso são maiores as chances de aparecimento de tumores. A idade é um fator de risco importante, não só para os tumores de intestino, mas também para outros tipos de câncer. O câncer colorretal é mais comum após os 50 anos, entretanto, a doença pode ocorrer em pessoas mais jovens.
História familiar de câncer colorretalQuanto mais pessoas dentro de uma família têm diagnóstico de câncer ou pólipos colorretais, maior o risco de desenvolvimento da doença. Parentes de primeiro grau (pais, irmãos e filhos) de uma pessoa com câncer colorretal têm maior risco de desenvolver câncer colorretal, especialmente se essa pessoa com câncer tem menos de 45 anos.O câncer colorretal pode ser dividido, de acordo com a hereditariedade em três grupos: - câncer colorretal esporádico: ocorre por alterações genéticas em células que não são transmitidas de pai para filho; é caracterizado pela ocorrência de câncer colorretal em idade avançada, em geral após os 60 anos e em um único familiar; correspondem a 70% de todos os casos de câncer colorretal;- câncer colorretal familiar: corresponde a 20% de todos os casos de câncer colorretal, e é caracterizado pela ocorrência de câncer colorretal em mais de um familiar; ainda não estão determinados quais genes levam ao desenvolvimento desses tumores; - câncer colorretal hereditário: correspondem a cerca de 10% de todos os tumores colorretais, ocorre por alterações genéticas em genes que são transmitidos de pai para filho. São conhecidas diversas síndromes de câncer colorretal hereditário, as mais freqüentes são o câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC) e polipose adenomatosa familiar (FAP).O câncer colorretal hereditário sem polipose, responde por a 6 a 8% dos casos de câncer colorretal. A sigla HNPCC corresponde ao inglês "Hereditary Nonpoliposis Colorectal Cancer" ou Síndrome de Lynch. É uma doença hereditária, ou seja, que pode ser transmitida de pais para filhos, caracterizada pela presença de vários casos de câncer colorretal na família. Outros tumores, como câncer de intestino delgado, endométrio (corpo do útero), pelve renal (parte do rim) e ureter também são observados em familiares que têm esta síndrome. A polipose adenomatosa familiar ou FAP corresponde a 1% dos casos de câncer colorretal. Caracteriza-se por centenas de pólipos adenomatosos em todo o intestino. São detectados, geralmente, na puberdade. Uma vez detectados, se a retirada do intestino grosso não for feita transformam-se em câncer. É importante destacar que a determinação de uma doença hereditária de predisposição ao câncer é baseada em critérios específicos e deve ser realizada avaliação por profissionais experientes.
Dieta com alto teor de gordura e pequena quantidade de fibrasA freqüência de câncer colorretal é muito elevada em regiões desenvolvidas, como por exemplo, o Nordeste dos Estados Unidos e Europa Ocidental. O Brasil, por ser um país com diferenças regionais extremamente marcantes, apresenta variações de freqüência, com maior número de casos nas regiões Sul e Sudeste.Estas diferenças nas freqüências de câncer colorretal podem ser explicadas pelas diferenças na dieta. Populações com maior poder econômico têm acesso a alimentos com maior concentração de gorduras de origem animal, o que não acontece com a maioria das populações de baixo nível sócio-econômico, que consomem maior quantidade de fibras de origem vegetal.O consumo excessivo de alimentos de origem animal, ricos em gordura, em especial de carnes vermelhas e processadas, e o consumo insuficiente de fibras de origem vegetal aumentam o risco de câncer colorretal. Isto ocorre porque dietas à base de gordura animal levam a níveis elevados de colesterol e ácidos biliares no intestino, que podem ser convertidos em agentes causadores de câncer (carcinógenos). Além disso, o baixo consumo de fibras de origem vegetal faz com que o funcionamento intestinal se torne mais lento, causando constipação intestinal e fezes endurecidas, mantendo os agentes causadores de câncer mais tempo em contato com o intestino. Carne, manteiga, queijos amarelos são os principais alimentos ricos em gordura. Este processo, no entanto, é lento, acredita-se que o desenvolvimento de câncer colorretal ocorra ao longo de décadas, por isso, a freqüência de câncer de cólon aumenta após os 50 anos.
Hábitos e estilo de vidaEstudos mostram que indivíduos que não praticam exercícios têm maior risco em desenvolver câncer colorretal. Além disso, o tabagismo e o álcool estão direta e indiretamente relacionados com vários tipos de tumores, incluindo o câncer colorretal. Antecedentes pessoais de câncer Mulheres que tiveram câncer de ovário, corpo do útero (endométrio) ou mama têm maior risco de desenvolver câncer colorretal. Indivíduos que tiveram câncer colorretal têm maior risco de desenvolver um segundo tumor.Doença intestinal inflamatóriaA retocolite ulcerativa e a doença de Crohn são doenças inflamatórias benignas, que causam inflamação em graus variados na mucosa do intestino grosso. As doenças inflamatórias intestinais estão associadas ao maior risco de câncer colorretal, especialmente em indivíduos com doença com mais de 8 anos de evolução. Pólipos intestinaisMuitas evidências sugerem que a maioria dos tumores do intestino grosso se desenvolvem a partir de pólipos benignos. Pólipo intestinal adenomatoso ou adenoma é um crescimento benigno na mucosa do cólon e do reto. São mais comuns após os 50 anos, porém, podem aparecer em idade mais precoce, especialmente se há história de câncer colorretal na família.Cerca de 40% dos indivíduos com mais de 60 anos apresentam pólipos.Indivíduos que apresentaram adenomas no passado têm chance muito maior que a população em geral em apresentar novas lesões. Essa chance pode chegar até a 80% de desenvolver novo pólipo.Prevenção do câncer colorretal Prevenção significa evitar os fatores de risco e aumentar os fatores protetores, o que reduz a chance de desenvolvimento câncer. Alguns fatores de risco, como a idade, a história familiar e pessoal de câncer não podem ser evitados. Além disso, ainda que alguns fatores de risco possam ser eliminados ou atenuados, isto não garante que o indivíduo não irá desenvolver câncer. Por outro lado, grande parte dos indivíduos com algum fator de risco não desenvolvem a doença.
Recomenda-se para prevenir o câncer colorretal:- consumir dieta rica em fibras vegetais (verduras, legumes, frutas);- praticar exercício físico de forma regular; - evitar consumo de dieta com excesso de gordura animal e carnes processadas (embutidos), não fumar e consumir bebidas alcoólicas com moderação; - remover possíveis pólipos através da colonoscopia. Além disso, estudos demonstram que o uso de determinados medicamentos podem reduzir a freqüência de câncer de intestino (quimioprevenção). Algumas substâncias como: antinflamatórios não-hormonais (medicamentos para tratamento da dor), vitamina E e C e cálcio reduzem a freqüência de câncer colorretal. Entretanto, esses resultados foram observados apenas em estudos controlados de pesquisa. Por isso, a quimioprevenção só deve ser realizada sob supervisão médica, e dentro de protocolos de pesquisa.
Diagnóstico precoce O diagnóstico precoce do câncer é importante porque a identificação da doença em suas fases iniciais aumenta as chances de cura.Para o diagnóstico precoce do câncer colorretal podem ser utilizados os seguintes exames:- toque retal;- pesquisa de sangue oculto nas fezes;- enema opaco;- retossigmoidoscopia;- colonoscopia.
Toque retalÉ um exame onde o médico examina o ânus e a parte final do reto através do toque para verificar alterações. É um exame barato e de fácil realização, porém só permite examinar o ânus e o reto baixo.Pesquisa de sangue oculto nas fezesÉ um exame que analisa a presença de sangue escondido (oculto) nas fezes. A presença de sangue pode ocorrer por sangramentos de úlcera gástrica, hemorróidas, doença inflamatória intestinal, pólipos intestinais ou câncer colorretal. São necessárias três amostras consecutivas de fezes e devendo-se evitar alguns tipo de alimentos, alguns dias antes do exame.É um exame barato e de fácil realização, no entanto, detecta apenas cerca de 10% dos pólipos e metade dos casos de câncer. Podem ocorrer falsos-positivos (o exame indica algum problema, mas na realidade não há nada alterado), em geral por preparo dietético inadequado ou por outras fontes de sangramento (úlceras gástricas, por exemplo).
Enema opacoO enema opaco é um exame que utiliza raios-X após a introdução de ar e contraste através do ânus. O objetivo é verificar se existe retenção (represamento) do ar/contraste em algum ponto do intestino, que pode indicar a presença de um tumor. É necessária limpeza prévia, geralmente com laxantes. Esse exame pode ser empregado quando não é possível realizar a colonoscopia. Permite visualizar todo o cólon e o reto e é mais barato que a colonoscopia, no entanto, não é capaz de detectar todos os tumores e pólipos pequenos. Retossigmoidoscopia Exame realizado através de um tubo com 25cm de comprimento (retossigmoidoscopia rígida), ou um aparelho de fibra ótica com 70cm de comprimento (retossigmoidoscopia flexível) que é introduzido pelo ânus e permite visualizar o reto e parte do cólon. Se for encontrada alguma lesão que possa indicar presença de tumor, é realizada biópsia. É necessária uma pequena lavagem intestinal.É mais barato do que a colonoscopia, porém é possível visualizar apenas o reto e parte do cólon distal, portanto, não deve ser usado como método de rastreamento isoladamente.
ColonoscopiaÉ um exame realizado por aparelho de fibra ótica com cerca de 180cm de comprimento, introduzido através do ânus, que permite a visualização do reto e de todo o cólon em mais de 95% das vezes. Para a realização do exame é necessária limpeza intestinal, feita com laxantes ou lavagem intestinal. Durante o preparo, é importante beber líquidos sem resíduos para evitar a desidratação.Durante o exame são administrados um sedativo e um analgésico. Após a administração do medicamento, o aparelho é conduzido por todo o intestino grosso. Se for verificada a presença de pólipos, estes podem ser removidos e enviados para análise. Ao término do exame o paciente é liberado, não sendo necessária internação.É o melhor exame para o diagnóstico de pólipos e câncer colorretal, serve também para tratamento, ou seja, para a retirada de pólipos, que são enviados para exame anatomopatológico. Porém, tem custo mais elevado do que a retossigmoidoscopia flexível. Na Tabela a seguir estão as recomendações de exames para prevenção e diagnóstico do câncer colorretal de acordo com as orientações da US Agency Health Care Policy and Research Tabela 1 Resumo das recomendações de rastreamento de câncer colorretal segundo orientações da US Agency Health Care Policy and Research
Grupo de risco
Orientação de exames
Risco para câncer colorretal na média da população: indivíduos sem sintomas com idade maior ou igual a 50 anos
Sangue oculto nas fezes anual ou
Retossigmoidoscopia flexível a cada 5 anos ou
Sangue oculto nas fezes anual + Retossigmoidoscopia flexível a cada 5 anos ou
Enema opaco a cada 5 anos ou
Colonoscopia a cada 5 ou 10 anos
Indivíduos com antecedente de câncer colorretal ou pólipos; ou com parente de primeiro grau com câncer colorretal ou adenomas antes dos 60 anos, ou dois parentes de primeiro grau com câncer colorretal diagnosticado em qualquer idade
Colonoscopia, a partir dos 40 anos a cada 5 anos
Indivíduos com familiares com polipose adenomatosa familiar
Colonoscopia a cada 1 ou 2 anos, a partir da idade de aparecimento dos pólipos
Indivíduos com familiares com câncer colorretal hereditário sem polipose
Colonoscopia a cada 1 ou 2 anos, a partir dos 20-30 anos
Indivíduos com história de pólipos adenomatosos
Colonoscopia a cada 3 anos após o exame inicial em pacientes com pólipose adenomatosos maiores que 1cm
Colonoscopia a cada 5 anos após o primeiro exame negativo, ou em pacientes com pólipos menores que 1cm, únicos, pequenos
Indivíduos com história pessoal de câncer colorretal
Colonoscopia periódica após cirurgia
Indivíduos com história de doença inflamatória intestinal
Colonoscopia a cada 1-2 anos em indivíduos com história de 8 anos de inflamação de todo o intestino
Sinais e sintomas do câncer colorretalO câncer colorretal pode produzir uma série de sinais e sintomas, sendo os mais comuns citados abaixo: - mudança no hábito intestinal; - diarréia; - constipação; - sensação de que o intestino não esvaziou após a evacuação; - cólicas, dor abdominal; - sangramento; - muco nas fezes; - perda de peso.Esses sinais e sintomas podem ser causados por outras doenças, portanto, procure um médico para uma avaliação especializada.
Diagnóstico de câncer colorretal Quando os sintomas do câncer colorretal estão presentes, são realizados testes para determinar se os sintomas estão sendo causados por câncer ou por outras doenças. Para fazer o diagnóstico, o médico irá fazer algumas perguntas e irá realizar um exame físico detalhado. Além disso, será solicitada a colonoscopia com biópsias de tecidos suspeitos para verificação da presença de células malignas.A biópsia é o único exame que pode determinar a presença de câncer. Se o câncer for encontrado (diagnosticado) são realizados mais exames para determinar a extensão da doença (estadiamento).
Tratamento do câncer colorretalA escolha do tratamento a ser utilizado depende das condições de saúde do paciente, da localização e da extensão da doença e da opção do paciente e da família. O tratamento do câncer colorretal é basicamente cirúrgico. A radioterapia e quimioterapia podem ser usadas de forma complementar. Na cirurgia para câncer de cólon é removido o tumor, uma parte de tecido normal e os linfonodos regionais (gânglios linfáticos). Na maioria das vezes o intestino funciona adequadamente após a cirurgia.A partir de informações obtidas da análise do tumor após a cirurgia é feito o planejamento do tratamento pós-operatório. O dado principal para definir a necessidade de quimioterapia é o estadiamento. Estadiamento é classificação da doença em grupos de acordo com a invasão do tumor nas camadas do intestino, a presença ou ausência de linfonodos comprometidos pela doença, e presença ou ausência de metástases em outros órgãos.A principal forma de tratamento para o câncer do reto também é a cirurgia. Quando são tumores pequenos e não há fixação do reto a outras estruturas, o tratamento começa pela cirurgia, que consiste na retirada de parte do reto e do sigmóide, fazendo-se a união das partes que restaram para que o paciente continue evacuando pelo ânus. Quando são tumores são maiores ou existe fixação do reto a outras estruturas, o tratamento inicia-se com sessões de radioterapia associada à quimioterapia. A retirada do ânus só é indicada em casos de tumores muito baixos em relação ao esfíncter anal.CirurgiaO paciente é internado na manhã da véspera da operação quando é iniciado o preparo intestinal. O preparo intestinal é necessário para limpar o intestino, para diminuir o risco de infecções. Este preparo é feito através do uso de laxantes, e se necessário, lavagens intestinais. Durante todo o dia a dieta do paciente deve ser a base de líquidos para se mantenha hidratado. Geralmente, a partir das 22 horas o paciente entra em jejum absoluto, podendo ingerir apenas os medicamentos liberados pelo anestesista.Se houver necessidade ou possibilidade de colostomia é realizada a demarcação na pele pela enfermeira especializada, chamada estomaterapeuta (ver cuidados com estomas). Colostomia é o desvio das fezes para uma bolsa plástica que é colada no abdome. Para a realização de cirurgia é necessária anestesia geral. Normalmente a incisão na pele é no sentido longitudinal, de tamanho variável, a depender da necessidade e da localização do tumor. Após abertura do abdome e avaliação inicial dos órgãos, inicia-se a operação propriamente dita. O tipo de cirurgia dependerá da localização do tumor. Após a remoção do segmento intestinal, faz-se a união das duas extremidades restantes (anastomose intestinal) sempre que possível.O paciente permanece internado entre 5 e 7 dias, a depender da operação e de sua evolução, recebendo alta quando a função intestinal estiver normalizada.O tipo de cirurgia para o tratamento do câncer colorretal depende da localização do tumor, as cirurgias realizadas são: Hemicolectomia Direita: os tumores do cólon direito são tratados por hemicolectomia direita, que consiste na retirada do cólon direito. Após a retirada do cólon direito e dos linfonodos da região, realiza-se uma sutura unindo a parte final do intestino delgado à porção inicial do intestino grosso restante.;Colectomia transversa: retira-se o cólon transverso e realiza-se a união do cólon direito e esquerdo. ; Hemicolectomia esquerda: retira-se o cólon esquerdo e realiza-se a união do cólon transverso ao sigmóide.;Retossigmoidectomia abdominal: realizada para tratamento dos tumores no sigmóide, nesta cirurgia retira-se o sigmóide e os linfonodos regionais e realiza-se a união do cólon esquerdo, também chamado cólon descendente, ao reto. ; Cirurgia ampliada: nos casos em que se observa invasão de órgãos e/ou estruturas próximas ao tumor, e considera-se que a remoção pode ser completa, isto é, não restará nenhum foco de tumor ao final da operação, a cirurgia deve ser feita retirando-se o segmento do intestino que contém o tumor, os linfonodos regionais e a parte ou a totalidade dos órgãos ou estruturas invadidas, sem separar uma estrutura da outra. Faz-se então a união das extremidades do intestino restante. Os órgãos ou estruturas a serem removidos dependem da localização do tumor e da presença ou não de invasão.;Colectomia total: cirurgia na qual se remove todo o cólon e se faz a união da parte final do intestino delgado ao reto. A retirada completa do cólon pode levar, nos primeiros meses após a operação, a um aumento da freqüência das evacuações, com fezes mais líquidas e pastosas. No entanto, com o passar do tempo, ocorre uma adaptação do intestino delgado e as evacuações passam a ser mais sólidas, numa freqüência de cerca de 2 a 3 vezes por dia. ;Proctocolectomia total: a cirurgia consiste na remoção de todo o intestino grosso e reto, com a união do intestino delgado ao ânus. Como o reto precisa ser retirado, faz-se um reservatório com o próprio intestino delgado para fazer seu papel de conter as fezes antes da evacuação. Esse reservatório é então unido ao ânus. ;Ressecção anterior do reto: cirurgia realizada para o tratamento de tumores localizados no reto. Consiste na retirada do sigmóide e do reto, com anastomose (ligação) do cólon ao ânus. Em algumas situações pode ser necessária uma colostomia temporária, para proteção da anastomose.;Amputação abdômino-perineal: cirurgia realizada para tumores do reto baixo (próximo ao ânus). Consiste na remoção do reto e do ânus, com a confecção de uma colostomia definitiva.
RadioterapiaA radioterapia consiste no uso de radiação para matar as células do câncer. É um tratamento local, pois age apenas no local tratado. Utilizada em tumores do reto, é administrada de preferência antes da cirurgia para reduzir o tumor, facilitando a sua retirada pela cirurgia. A radioterapia também pode ser usada após a cirurgia para destruir células que possam ter ficado no local da cirurgia. Além disso, pode ser utilizada para aliviar sintomas, quando a doença está em estágio mais avançado.A radioterapia é realizada através de uma máquina que libera um feixe de energia, atingindo as células alvo. No tratamento complementar à cirurgia de reto, geralmente são necessárias 25 sessões diárias, por 5 semanas, de segunda a sexta-feira. Não é necessária internação. Antes, durante e após a radioterapia, o paciente é avaliado por médicos especializados. QuimioterapiaA quimioterapia utiliza medicamentos que causam a morte das células. É um tratamento sistêmico, ou seja, age em todo o organismo, pois a droga é distribuída por todo o corpo através do sangue. A quimioterapia pode ser administrada antes da cirurgia, no caso dos tumores do reto, para aumentar o efeito da radioterapia. Após a cirurgia a quimioterapia está indicada nos casos onde há risco aumentado de retorno da doença.Pode ser usada também em associação à radioterapia em casos de tumor de reto.Também pode ser utilizada para aliviar sintomas da doença. Na maioria das vezes, o quimioterápico é dado pela veia, de uma a cinco vezes por semana, com semanas de descanso para recuperação do organismo. Também estão disponíveis, para o tratamento do câncer, medicamentos por via oral.Seguimento após o tratamentoÉ importante que após o tratamento o paciente seja acompanhado pelo médico. As avaliações regulares permitem a identificação precoce de alterações. As recomendações quanto à freqüência das consultas e exames de seguimento dependem da extensão da doença, do tratamento realizado e das condições do paciente. Os exames de seguimento mais comuns são os marcadores tumorais (CEA), a colonoscopia, radiografia de tórax, ultrassom ou tomografia do abdome e pelve. Os marcadores tumorais são medidos através do sangue e são substâncias que estão aumentadas quando há tumores em atividade.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dieta mediterânea e saúde

Mais um estudo sobre a relação da dieta mediterrânea e a saúde foi publicado este mês na revista arquivos de neurologia. Esta pesquisa mais recente mostrou que uma alimentação rica em frutas, verduras, peixes, cereais integrais e azeite previne problemas cognitivos comuns durante o envelhecimento. Estudos prévios já haviam demonstrado uma relação entre a dieta mediterrânea e um menor risco de Alzheimer. Na dieta mediterrânea o consumo de laticinínios, gordura saturada e carne vermelha é pequeno e o consumo de álcool é moderado, o que contribui para menores níveis de colesterol plasmático, glicemia e inflamação.
Referência: Nikolaos Scarmeas; Yaakov Stern; Richard Mayeux; Jennifer J. Manly; Nicole Schupf; Jose A. Luchsinger. Mediterranean Diet and Mild Cognitive Impairment.
Arch Neurol., 2009; 66 (2): 216-225.Fonte da imagem: http://www.mediterraneanmeals.com/images/pyramid.jpg

Problemas intestinais

As bactérias que naturalmente habitam nosso intestino possuem funções importantíssimas como a síntese de vitaminas, substâncias antimicrobianas e antiinflamatórias, a produção de enzimas que auxiliam na digestão dos alimentos e a redução dos níveis de colesterol plasmático. Muitos são os estudos e este mês a revista Microbiology, mostrou que as substâncias produzidas pelas bactérias probióticas podem melhorar sintomas presentes em indivíduos com doenças inflamatórias. Isto porque as bactérias são capazes de converter o ácido linoléico proveniente da alimentação no ácido linoléico conjugado (CLA), gordura que é facilmente absorvida pelo intestino. Porém, existem diferentes tipos de CLA e nem todos são benéficos. O CLA é muito encontrado, por exemplo, no leite e em seus derivados. Porém, o leite não faz bem a todas as pessoas, e definitivamente não é o melhor alimento para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais. Assim, a manutenção de uma flora intestinal é imprescindível afim de melhorar a produção e a absorção do CLA, um lipídio importante para o sistema imunológico, para o controle do peso corporal, para a redução do colesterol e da resistência à insulina. Lembre-se: o intestino que não funciona pode desencadear muitas doenças. Para entender melhor ouça ao podcast 43 sobre disbiose intestinal.
Para saber mais:- Microbiology, Fevereiro 2009- Microbiology, Janeiro 2009

GESTANTES E ALIMENTAÇÃO


Por quê os hábitos alimentares são importantes durante a gravidez?
A gravidez é um momento muito especial da vida que requer atenção especial. Todos os hábitos adotados pela futura mamãe refletem diretamente na vida do futuro bebê. Os hábitos alimentares estão entre os mais importantes, uma boa nutrição garante o crescimento e desenvolvimento do bebê e, ao mesmo tempo, propicia à mãe condições de saúde satisfatórias para o parto e a amamentação.

Como são avaliadas as condições nutricionais da gestante?
As condições nutricionais entre outros parâmetros, são avaliados pelo ganho de peso, o qual estima-se que durante a gestação deve variar em torno de 300 a 400g semanais.

Como deve ser a alimentação da gestante?
A gestante deve ter uma alimentação que contenha:
Proteínas – As células do bebê em desenvolvimento são construídas principalmente de proteínas. As mudanças do corpo da mãe e a placenta também necessitam de proteínas. As melhores fontes são: carnes (frango, peixe e carne bovina), ovos, leite e derivados.
Carboidratos – Combustível para o feto, os carboidratos são necessários para o sistema nervoso e cérebro do bebê. As melhores fontes são: pães, cereais, grãos, batata, milho, frutas etc. A dieta da gestante dificilmente contém pequenas quantidades de açúcares, por isso, recomenda-se não exagerar no consumo de alimentos ricos em carboidratos.
Gorduras – As gorduras também são utilizadas pelo organismo como fonte de energia, porém a gestante deve incluir na dieta em quantidades mínimas, e dar preferência as de origem vegetal: soja, milho, girassol etc., que são mais ricas em gorduras insaturadas.
Vitaminas - Elas são necessárias para a maioria das funções do corpo (produção de energia, manutenção da pele, formação de anticorpos etc.). Todas as vitaminas são importantes durante a gravidez e podem ser obtidas através de uma alimentação variada. As fontes são hortaliças, frutas, carnes, leites e derivados e grãos.
Minerais – Eles também possuem muitas funções (formação das células vermelhas, formação de ossos e dentes etc.). As fontes são hortaliças, frutas, carnes, leites e derivados e grãos.

Quais são os sintomas característicos que podem ocorrer durante a gestação?
Obstipação (intestino preso): Para evitar, deve-se consumir fibras (verduras, frutas e cereais integrais), aumentar a ingestão de líquidos, fazer as refeições em horários regulares e exercícios físicos. Não use laxantes sem prescrição médica, pois eles podem diminuir a absorção de vitaminas e minerais.
Náuseas e vômitos: São sintomas comuns no início da gravidez e ocorrem devido a mudanças hormonais. Procure fazer refeições pequenas e freqüentes; evitar alimentos gordurosos, muito condimentados e de odor forte; evitar misturar alimentos quentes e frios na mesma refeição; não tomar líquidos durante as refeições e antes de se levantar procure comer um biscoito salgado, torradas ou cereais. Caso esses sintomas persistam, deve-se recorrer ao médico.

Fonte: Nutrição em Pauta
Autores : Dra. Lígia dos Santos Nutricionista do Setor de Nutrição e Dietética do Hospital e Maternidade São Camilo
Dra. Sílvia Toscano Nutricionista , Chefe do Setor de Nutrição e Dietética do Hospital e Maternidade São Camilo

ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL E CONSTIPAÇÃO INTESTINAL


Vários fatores podem levar à constipação. Esse sintoma é mais freqüente nas mulheres do que nos homens, sem que haja explicação para isso. Os mais idosos também têm maior freqüência de constipação do que os mais jovens, o que pode ser associado à menor ingestão alimentar, perda da mobilidade, fraqueza das musculaturas abdominais e pélvica e medicações. A presença de constipação está associada à falta de resíduos dentro do cólon, perda de sensibilidade dos órgãos que desencadeiam os mecanismos da defecação, perda das contrações dos músculos envolvidos com a defecação e obstrução mecânica. Muito da clínica e o exame físico são correspondentes às várias situações relacionadas com tais mecanismos de constipação.
É um sintoma relativamente freqüente, muitas vezes conseqüente a alterações funcionais, que derivam de padrões de comportamento. Menos do que três evacuações por semana associado a dificuldade para evacuar, fezes duras, baixa freqüência de evacuações e sensação de evacuação incompleta é considerada constipação.
As causas da constipação podem ser relacionadas ao hábito alimentar, sedentarismo, obstruções intestinais, alguns tipos de doenças e até mesmo o uso de medicamentos.
No contexto da constipação medidas não-medicamentosas constituem a primeira escolha para manejo inicial, com ênfase em abordagem dietética e de hábitos de vida, através do aumento do consumo de fibras na dieta, água e prática de atividade física.
Algumas orientações alimentares para a constipação intestinal
» Ingerir 2 litros de água por dia: não adianta consumir fibras e não beber água» Consumir pelo menos 3 porções de frutas laxativas como : laranja, tangerina com o bagaço, ameixa fresca ou secas, manga, abacate, jaca, mamão, melão, melancia ao natural ou em sucos e vitaminas (os sucos não devem ser coados).» Consumir verduras e legumes crus;» Pães, Biscoitos e Massas Integrais ( Pão de Centeio, diversos grãos, etc)» Farelo de aveia, trigo e linhaça podem ser usados na mediada de duas colheres de sopa em preparações para aumentar o aporte de fibras da dieta;» Praticar atividade física;

Receita de coquetel laxante
1 copo de leite desnatado gelado
1 fatia de mamão formosa
5 ameixas pretas secas sem caroço
3 colheres de farelo de aveia, trigo ou linhaça
Bater tudo e tomar em jejum
Obs: É preciso ao longo do dia ingerir pelo menos 2 litros de água

Fonte:
Roberto Dantas Oliveira.Diarréia e constipação intestinal.Rev Méd: Ribeirão Preto,2004
MAHAN LK, Krause Lta. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 8 ed. São Paulo: Roca, 1994.

ALIMENTAÇÃO

Comer é fundamental para viver. A forma como nos alimentamos tem profunda influência no que nos rodeia - na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições. Para um verdadeiro gastrônomo é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta. Além disso, melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para a saborear, é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso. Esta é a filosofia do Slow Food.
Fundado por Carlo Petrini em 1986, o Slow Food se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos em 1989. Atualmente conta com mais de 80.000 membros e tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, e apoiadores em 122 países.
O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores. O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no Mundo, e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores.
É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas.Carlo Petrini, fundador do Slow Food
A sede internacional do Slow Food é em Bra, na Itália. O Slow Food opera tanto localmente como mundialmente junto de instituições internacionais como a FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Estabelece laços de amizade com governos em todo o mundo, prestando consultoria para o Ministério da Agricultura italiano, trabalhando com o presidente da câmara de Nova Iorque e colaborando com o governo Brasileiro.
Através dos seus conhecimentos gastronômicos relacionados com a política, a agricultura e o ambiente, o Slow Food tornou-se uma voz ativa na agricultura e na ecologia. O Slow Food conjuga o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. As atividades da associação visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto, e aproximar os produtores de consumidores de alimentos especiais através de eventos e iniciativas.
Desde Agosto de 2004 que a Fundação Slow Food para Biodiversidade tem um acordo de cooperação internacional com o Ministério do Desenvolvimento Agrário do Brasil (MDA), e os projetos estão sendo desenvolvidos no país com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do MDA como a fortaleza do slow food no Brasil e o produtos brasileiros na Arca do Gosto.

LEI DE RETRIÇÃO E CANTINAS ESCOLARES

Segundo a Redenutri da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, no último dia 16 de Agosto, foi aprovada no Rio Grande do Sul a Lei Estadual nº 13.027, que trata da comercialização de lanches e bebidas nas escolas públicas e privadas do estado. O projeto, de autoria do deputado Miki Breier, foi aprovado com unanimidade pela Assembléia Legislativa e posteriormente sancionado pela governadora do estado.
O teor do documento propõe a venda de alimentos saudáveis em lugares de destaque nos bares e cantinas escolares. Os estabelecimentos deverão manter afixado, em local visível, painel informativo com temáticas relacionadas à qualidade nutricional dos alimentos e, ainda, o alvará sanitário expedido pelo órgão competente.
O dispositivo prevê também a proibição de cartazes publicitários que estimulem a aquisição e o consumo de alimentos ricos em açúcares, gorduras e sal no ambiente escolar. É proibida, também, a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas, alimentos que contenham nutrientes comprovadamente prejudiciais à saúde e alimentos que possam causar dependência física ou psíquica.
A restrição à comercialização de alimentos e bebidas no ambiente escolar constitui medida de proteção à saúde dos escolares e da comunidade escolar como um todo, tendo como premissa a potencialidade da escola na formação de hábitos alimentares adequados e sua transformação em espaço promotor de saúde, cidadania e qualidade de vida.
No ano de 2006, a CGPAN, em parceria com o Instituto de Nutrição Annes Dias, realizou levantamento para identificar a analisar as experiências estaduais e municipais de regulamentação da comercialização de alimentos no ambiente escolar no Brasil. Acesse o site para conhecer o relatório.
Fonte:
REDENUTRICoordenação-Geral da Política deAlimentação e Nutrição- DAB/SAS/MS

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

AVEIA


Uma revisão sistemática do organismo internacional Cochrane, avaliou 10 pesquisas em que, por 4 a 8 semanas, a relação aveia x doença cardiovascular foi estudada. Os estudos indicaram que o cereal pode reduzir o colesterol e o colesterol ruim (LDL), fatores de risco para as doenças coronarianas, quando aumentados no sangue.As pesquisas envolveram um total de 914 adultos com pelo menos um fator de risco para doença cardiovascular. A revisão concluiu que já existe evidência suficiente para sugerir a aveia em programas de redução de colesterol.Outras estratégias para proteger seu coração:- Mantenha sua pressão arterial sob controle. Evite alimentos ricos em sal, café em excesso, carnes defumadas, temperos industrializados, enlatados, queijos gordos e biscoitos salgados. Além disso se estiver acima do peso, procure um profissional e emagreça.- Mantenha o colesterol sérico sob controle. Evite alimentos ricos em gordura animal, como carnes, leite integral e ovos. Substitua manteiga e margarina por azeite de oliva. Troque a carne vermelha por peixes, injira feijão, soja ou lentilha diariamente e abuse dos alimentos com propriedades antioxidantes, como frutas e verduras.

AZEITE DE OLIVA

O azeite de oliva é um alimento importante uma vez que fornece ácidos graxos (gorduras) boas e, também possui propriedades antiinflamatórias. Agora, um grupo de cientistas da Universidade de Granada (Espanha) mostraram um poder antioxidante do azeite extra virgem. Para outros trabalhos sobre o efeito antioxidante do azeite os pesquisadores recomendam o uso do método ABTS.Outros benefícios do azeite de oliva:- Controle do colesterol LDL ("ruim");- Diminuição da incidência de pedras na vesícula;- Redução do risco de câncer de cólon.

Saúde na cozinha...a sua é????????????


Sua cozinha é saudável? Para cada pergunta selecione a melhor resposta de acordo com as opções em seu lar:1) Quantos tipos de vegetais e frutas existem em sua cozinha?(a) Eles estão em toda a parte;(b) Uma banana ou maçã ocasionalmente estão na cesta de frutas. na geladeira, alface e tomate;(c) Não existem na minha cozinha.
Se você marcou a letra a, parabéns. as frutas e vegetais tem poucas calorias, facilitando a manutenção do peso e também são ricas em vitaminas, minerais e fibras, capazes de prevenir muitas doenças.2)As frutas e vegetais estão facilmente acessíveis?(a) Sim, estão nas prateleiras principais da minha geladeira;(b) Ficam escondidas no gaveteiro, dentro de sacos plásticos;(c) Ervilhas enlatadas contam?
A dica é manter as frutas as vegetais já higienizados e acessíveis para que você os consuma mesmo quando estiver com pressa. Geralmente comemos o que está mais facilmente acessível e o que dá menos trabalho. Se você mantiver tudo embalado no gaveteiro acabará se esquecendo de consumí-los e, não, alimentos enlatados não são a mesma coisa já que são conservados com muito sal, o que não é muito saudável.
3) Um amigo vai passar para visitá-lo em 1 hora. Quais são as opções mais saudáveis que tem em casa:(a) Nozes, castanhas, pistache, salada de frutas, sucos naturais;(b) Frutas desidratadas, crakers integrais, sucos adoçados;(c) Salgadinhos e refrigerantes.
As opções a e b são as mais saudáveis. Se você tiver muitas porcarias em casa acabará ingerindo-as, mesmo quando a desculpa são as crianças. Além disto, elas também não precisam dos alimentos gordurosos e extremamente adoçados.
4) Em termos de equipamentos:(a) Minha cozinha tem todos os equipamentos e utensílios que preciso para preparar qualquer tipo de alimento;(b) Temos apenas o básico, fogão, microondas e geladeira e nada mais.Ter o equipamento correto não fará voce comer sempre corretamente porém a disponibilidade dos mesmos é um motivador para a preparação de refeições saudáveis, bonitas e saborosas.5) Os laticínios disponíveis em minha geladeira são:(a) Leite desnatado, iogurte light e queijo magro;(b) Leite integral, queijo provolone e iogurte com açúcar;Os laticínios são importantes fontes de cálcio mas podem ser muito gordurosos e ricos em calorias. Fique com a letra a.6) As balas, chocolates e biscoitos recheados:(a) Não entram em minha geladeira;(b) Ficam escondidos em um armário alto;(c) Estão por toda parte.Se você não pode resistir às tentações não as tenha em casa. E, nunca use-as como recompensa para as crianças.7) As bebidas na sua casa incluem:(a) Agua, leite desnatado, suco natural, chá verde, café orgânico;(b) Leite, suco de laranja e refrigerante diet;(c) Suco açucarado, leite achocolatado e refrigerante.Mantenha-se hidratado. Além da água opte por bebidas que forneçam nutrientes adequados à sua saude. Evite os desastres nutricionais como os refrigerantes.8) Os cereais que você compra são na maior parte das vezes:(a) Arroz, pães, biscoitos e cereais matinais são integrais;(b) Arroz, pães e biscoitos refinados e cereais matinais açúcarados.As versões integrais são ricos em fibras, vitaminas e minerais. Prefira-os.9) Minha cozinha:(a) Parece um restaurante natural;(b) É bem equipada mas geralmente estou cansado de mais para preparar as refeições e acabo optando por um macarrão instantâneo;(c) Não tem nada. Geralmente peço algo por telefone ou passo em uma lanchonete fast food a caminho de casa.Tenha uma lista de compras pregada na geladeira e abasteça sua geladeira semanalmente com frutas, verduras, laticínios magros e cereais integrais.Como você classificou sua cozinha? Se suas respostas foram na maior parte das vezes (a) parabéns! Você tem muitas opções saudáveis e sua dieta tem tudo para dar certo. Se suas respostas foram na maioria das vezes (b) e (c) cuidado! Sua cozinha pode estar te sabotando! Olhe as respostas (a) e veja opções mais saudáveis.

ÁGUA


Muitas pessoas perguntam de onde vem a recomendação de ingestão de 8 copos de água por dia. Eu, sinceramente desconheço de onde surgiu este valor. O que os nutricionistas utilizam na prática para adultos é a quantidade de 1 ml para cada caloria consumida, com ajustes quando necessário. Agora, 2 pesquisadores da Universidade de Pensilvânia, nos EUA, os doutores Dan Negoianu e Stanley Goldfarb, também intrigados com estas quantidades, chegaram a conclusão de que o valor de 8 copos é totalmente arbitrário, e que, talvez nem seja tão necessário e benéfico assim. É certo de que o consumo de água é fundamental para nos livrar de produtos tóxicos, para a manutenção da saúde das células e dos processos metabólicos em geral e para a manutenção da vida. Seres humanos não conseguem sobreviver muitos dias sem líquidos porém, existem poucas pesquisas demonstrando efeitos positivos com o consumo de mais fluidos extras. Os dois pesquisadores resolveram analisar os estudos clínicos sobre o tema e encontraram que indivíduos que vivem em climas quentes, secos e pessoas que perdem mais líquidos diariamente, como pacientes fazendo uso de diuréticos e atletas, precisam de mais água. Contudo, eles não encontraram qualquer evidência de que pessoas saudáveis, que não se encaixem nas categorias acima precisem ingerir 8 copos ou mais de água ao dia. O estudo também indicou que a água deve ser ingerida em pequenas quantidades ao longo do dia. Isto porque quando bebemos grandes volumes de uma vez a água é excretada rapidamente enquanto a água que é ingerida gradualmente e vagarosamente se mantém no corpo mais tempo. Um estudo mais antigo, do ano 2003, havia demonstrado, contudo que ingerir menos de 8 copos ao dia poderia resultar em desidratação. Neste estudo, alunos que ingeriram quantidades entre 8 e 12 copos de água ao dia relataram maiores níveis de bem estar. Artigo mais recente: Dan Negoianu & Stanley Goldfarb. Fonte da imagem: http://www.burnley.gov.uk/youthscene/pics/drink.jpg

Volta às aulas e alimentação

Queridos amigos professores, o ano letivo começou e vocês tem um papel muito importante que inclui também o ensino de noções sobre a alimentação saudável. Uma boa nutrição é imprescindível. Estudos mostram que crianças e jovens com dietas saudáveis funcionam melhor emocionalmente, em termos comportamentais e, é claro, acadêmicos. Crianças mal alimentadas tem menores notas, se concentram menos, tem falhas de memória e são mais propensos à repetências e suspensões. Além disso, os professores relatam maiores níveis de hiperatividade e absenteísmo em crianças mal alimentadas. Por isto, converse com os coordenadores de sua escola para que tenham nutricionistas nas escolas, pelo menos esporadicamente, afim de sanar suas dúvidas.Problemas comuns que podem ser trabalhados com os alunos incluem a necessidade e os benefícios do café da manhã e a importância do consumo de frutas e hortaliças. Algumas estratégias também podem ser testadas, principalmente em turmas iniciais:
- Encoraje os alunos e pais a trazerem alimentos nutritivos para os lanches, festas, eventos esportivos;- Tenha um mural com mensagens e figuras sobre saúde e alimentação saudável;- Incorpore exemplos de nutrição em outras aulas, como matemática (cálculo do IMC, valor calórico dos alimentos ect), ciências (importância dos nutrientes), português (textos sobre a relação entre a alimentação e a saúde/doença);- Seja um exemplo positivo;- Estimule as crianças a comerem sentadas;- Converse com os cantineiros. Sugira opções de lanches e refeições mais saudáveis.

Propriedades anti-cancerígenas do azeite de oliva extra-virgem


Azeite extra-virgem de boa qualidade (aquele extraído por prensagem, sem adição de calor e angentes químicos de tratamento) contém fitoquímicos que levam à morte das células cancerígenas e decorrência da supressão do gene HER2. Esta é a conclusão de uma pesquisa publicada no BMC Cancer. Os autores do estudo advertem porém que as dosagens utilizadas no estudo não são usuais na dieta humana, que deve ser complementada com outros bons hábitos como maior consumo de frutas e verduras, baixo consumo de bebidas alcoólicas e prática regular de atividade física.
Para saber mais: Javier A Menendez, Alejandro Vazquez-Martin, Rocio Garcia-Villalba, Alegria Carrasco-Pancorbo, Cristina Oliveras-Ferraros, Alberto Fernandez-Gutierrez and Antonio Segura-Carretero. Anti-HER2 (erbB-2) oncogene effects of phenolic compounds directly isolated from commercial Extra-Virgin Olive Oil (EVOO).
BMC Cancer (in press).Fonte da imagem: http://ceuco.elementality.biz/Olive-oil-bottle-sm.jpg

domingo, 1 de fevereiro de 2009

GORDURAS TRANS


A Organização Mundial da Saúde - OMS estabelece que a ingestão diária máxima de gordura trans não deve ser superior a 1% das calorias diárias ingeridas. Numa dieta de 2.000 calorias, por exemplo, isso equivale a 2,2g de gordura trans. No Brasil, o consumo médio desse tipo de gordura chega a 3% do total calórico diário (6,6g de gordura trans), o equivalente a 1 porção grande de batata frita de fast food ou 4 biscoitos recheados de chocolate.
Como esse assunto ainda é novidade para muitas pessoas, o nosso artigo, em forma de perguntas e respostas, tem como objetivo esclarecer todas as dúvidas a respeito dessa vilã da nossa alimentação.
O que é gordura trans e para que serve? A gordura trans é um tipo específico de gordura saturada formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial, como no caso da hidrogenação provocada pelo aquecimento de óleos vegetais líquidos para solidificação em margarinas e gorduras para confeitaria. Por isso, elas estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras. Na indústria, esse tipo de gordura serve para melhorar a consistência dos alimentos, principalmente textura, e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.
A gordura trans é nociva à saúde? Sim, estudos demonstraram, que a gordura trans provoca efeitos mais prejudiciais ao nosso organismo do o que o próprio colesterol e as gorduras animais saturadas. Tanto que a Anvisa, a partir de 2006, não mais obrigou a declaração do colesterol na rotulagem dos alimentos, mas estabeleceu como nova regra a declaração da gordura trans. Vale lembrar que este componente alimentar não tem VD (valor diário de referência), o que significa que quanto menos consumi-lo, melhor para nossa saúde. Dentre os males que esse tipo de gordura pode causar para a saúde, estão as doenças cardiovasculares, uma vez que o seu consumo contribui para aumentar os níveis de LDL colesterol (colesterol ruim), e diminuir os níveis de HDL colesterol (colesterol bom).
Gordura vegetal hidrogenada é a mesma coisa que gordura trans? Não, a gordura hidrogenada é um tipo específico de gordura trans produzido na indústria. O nome "gordura trans" vem da configuração química que a gordura
apresenta, e ela pode estar presente tanto em produtos industrializados como em produtos in natura, como carnes e leites, conforme citado anteriormente.
Como a gordura trans age no organismo? Nós, em algum momento, precisamos consumi-la ou podemos descartá-la definitivamente do cardápio? Por serem altamente prejudiciais, elas devem ser descartadas do cardápio. Conforme já mencionado, esse tipo de gordura age no sentido de aumentar os níveis de LDL colesterol (colesterol ruim), e diminuir os níveis de HDL colesterol (colesterol bom). Tem sido também observado que a gordura trans causa um aumento dos hormônios pró-inflamatórios do corpo (prostaglandina E2) e inibição dos tipos anti-inflamatórios (prostaglandinas E1 e E3). Isto faz com que o organismo fique mais vulnerável a condições inflamatórias. Além disso, a presença de gorduras trans na membrana celular enfraquece sua estrutura e sua função protetora, permitindo com que microorganismos patogênicos e substâncias químicas tóxicas penetrem na célula com mais facilidade, enfraquecendo o sistema imunológico.
Como podemos controlar o consumo de gordura trans? Moderando o consumo de alimentos industrializados como salgadinhos de pacotes, donuts, biscoitos recheados, massas de bolos, tortas, sorvetes, margarinas e tudo que leva gordura hidrogenada, pipoca de microondas, além de vários itens de alimentos de fast food como batata frita, nuggets, tortinhas doces, etc. Além disso, é importante que as pessoas fiquem atentas às informações nutricionais contidas nos rótulos. As indústrias têm até julho de 2006 para adequarem os rótulos de seus produtos com o conteúdo de gordura trans.
O que a indústria tem feito para evitar esse tipo de gordura em seus alimentos? A maior dificuldade para as indústrias é substituir a gordura trans sem alterar as características dos alimentos, por isso, muitas estão investindo em pesquisas com o objetivo de tornar isso possível. Atualmente já é possível encontrar no supermercado alguns produtos denominados trans free (livres de gordura trans). São poucos, mas em breve esse número deverá crescer, já que isso é uma tendência mundial e está de acordo com a política de alimentação e nutrição desenvolvida pelo Ministério da Saúde, que tem como um de seus propósitos a promoção de práticas alimentares saudáveis englobando medidas que possam interferir no padrão de alimentação da população.
A rede MacDonald´s pagou recentemente 8,5 milhões de dólares em um acordo para encerrar um processo judicial referente à presença de gordura trans em seu óleo de cozinha. A rede doou 7 milhões de dólares para a entidade American Heart Association e está investindo o restante em campanhas para informar o público sobre os planos para aprimorar os seus óleos de cozinha


FONTE:http://www.sbaf.org.br/_artigos/200803_gorduras_trans.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

DOENÇA CELÍACA


O Amplo Espectro da Doença Celíaca


por Gabriel de Carvalho
A Doença Celíaca tem sido objeto de amplas discussões no meio científico e acadêmico nos últimos anos. Recentes publicações afirmam que a forma clássica da Doença, com diarréia, esteatorréia (perda de gordura pelas fezes) e múltiplas deficiências nutricionais pode ser menos comum que outras formas, mais sutis e com sintomas bem diferentes. Por este motivo é que, neste espaço de comunicação que temos, gostaria de enfatizar estes outros sinais e sintomas de alta prevalência na população porém pouco valorizados pelos profissionais com visão tradicional.A presença do diabetes juvenil (que em geral se inicia em crianças, que devem fazer o uso de insulina), do crescimento abaixo do esperado, intolerância à lactose e a outros alimentos, sintomas variados de estômago e intestino (como o intestino preso, má digestão, gases, vômitos), déficit de atenção, hiperatividade são possíveis sinais não tradicionais da Doença Celíaca, todos muito comuns em crianças e adolescentes, por exemplo.Nos adultos, é muito freqüente encontrarmos sintomas não gastrointestinais, mesmo na completa ausência de sintomas gastrointestinais no passado. Infertilidade, abortos, depressão, ansiedade, tonturas, dores articulares, demência, dificuldades de emagrecimento (e ganho de peso), anemia, deficiência de ferro e ácido fólico entre outras. Com certeza, a observação prática mostra que em muitos casos, a constipação intestinal (intestino preso ou prisão de ventre), flatulência (gases) e problemas de distensão abdominal (barriga inchada) estão, em muitos casos, ligados à intolerância ao glúten.Como nutricionista, e compartilhando da visão da Nutrição Funcional com vocês, quero enfatizar que não podemos nos restringir a “tratar exames laboratoriais”, mas sim tratar o paciente como um todo. A análise de biópsias intestinais e de sangue são importantes sim, mas devem ser analisadas em conjunto com a presença de sinais e sintomas já documentados para a doença, como estes que listei aqui. Só então é possível se decidir sobre a reatividade ou não ao glúten. Neste contexto, adiciono o conceito Funcional baseado na teoria imunológica e na prática e, de que deve existir um “espectro” de intolerâncias ao glúten: desde uma intolerância “leve”, manifestando-se como constipação intestinal, até uma intolerância “severa”, chamada Doença Celíaca, em outro extremo, com todas as suas alterações graves. Importante ainda colocar que, seja “leve” ou “severa” todas estas intolerâncias são, em geral, permanentes, e não se revertem com o tempo.Saliento ainda que não fiquemos cegos para sinais novos, diferentes daqueles que nós ou nosso filho tinha anteriormente: as respostas podem mudar com o passar do tempo.Relembro ainda que a persistência na sua alimentação correta é, e sempre será, essencial. O consumo de frutas e verduras em pelo menos 5 porções diárias deve ser uma meta de todos os indivíduos, em todas as idades.A água é um elemento chave para o reparo da mucosa intestinal, por isso, consuma água em pequenos goles, ao longo de todo o dia.Evite o consumo de doces e alimentos com açúcar: eles podem estar levando a uma piora considerável em diversos sintomas que você não consegue melhorar.Espero que estes parágrafos tenham trazido esclarecimento para muitos de vocês e que auxiliem a recuperar sua saúde. Não desistam nunca de melhorar suas vidas, e procurem auxílio de profissionais especializados sempre que necessário.Gabriel de CarvalhoNutricionista Funcional graduado pelo IMEC, graduando de Farmácia da UFRGS, Professor do Curso de Nutrição Funcional desde 1999 e dos Cursos de Medicina Biomolecular do RS e SP desde 1998.


FONTE:http://www.cbnf.com.br/artigo_artigos_nf.php?id_artigo=6